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Soul Searching

Uma coisa pode ser considerada como unanimidade entre os artistas: é a insatisfação com o próprio trabalho.

Há sempre uma busca incessante por alguma expressão pessoal, uma forma de traduzir visualmente o que se pensa e sente, e ficamos como o cachorro correndo atrás do próprio rabo, tentando alcançar o que já existe de alguma forma em nós mesmos. Uma definição interessante para esta busca pessoal é chamada de “Soul Searching”.

A insatisfação é uma mola propulsora, e é algo muito positivo, que nos leva a novas buscas, novas aventuras e questionamentos e não quero que chegue o dia de alcançar todos os objetivos, porque tudo perderia o propósito. Os objetivos devem ser alvos móveis, e uma vez atingido, um novo padrão, maior e mais alto deve tomar seu lugar. A grande viagem é o caminho, e não o destino.

No mês de dezembro eu me dediquei totalmente aos estudos, como há muito tempo eu queria fazer, e trabalhei o traço, fiz estudos tonais, misturei técnicas, inventei, e me permiti ao erro, com muita convicção.

E no final fiz uma pintura sobre uma foto que tirei há muitos anos, em Ilhabela, que vai ser a primeira de uma série, que mostro aqui como parte desta experiência.

Este trabalho foi feito duas vezes, porque na primeira eu errei feio, e não consegui salvar a imagem. Foi bom para aprender com o processo, e não repetir o erro na segunda tentativa, que posto abaixo.

A pintura foi feita em Crescent Illustration Board, inicialmente com lápis pastel, seguido de aquarela e terminado com óleo, que tem se tornado um padrão para minhas finalizações, pela consistência que consigo alcançar com as cores, tanto nas transparências como nas coberturas com tinta opaca. O óleo não muda de tom, e dá um controle total sobre cada pincelada, mas curiosamente não funciona para mim como processo inicial, eu prefiro outras técnicas para fazer o “underpainting”, e depois dar acabamento com óleo.


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COMMENTS (6)

Ótimo texto e lindo trabalho, parabéns!

Entendo a sua dor, Monta. A parte boa de cagar a pintura inteira é descobrir novas maneiras de NÃO fazer :o).

Claro que eu imagino que a sua versão “errei feio” provavelmente deve ser bem melhor do que qualquer uma das “acertei bonito” das minhas (e 90% dos artistas por aí), mas enfim….

abs!

Reply

este post é incrível! Obrigado pela informação!

Que lindo, Monta! 😀
Quando você vai fazer uma exposição esses trabalhos?

abs
Ana.

    – Oi Ana, tudo bem?

    Ainda são estudos, não tenho uma exposição prevista, mas agradeço a gentileza do comentário!

    E o baby, deve estar lindão. Saúde e felicidade pra vocês!

    Abs

Reply

Estava fuçando pela net e acabei encontrando teu blog, que é muito bom mesmo.
E gostei muito desde último post, principalmente da parte “e me permiti ao erro”, o que é muito importante para um artista crescer.

Abraço

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